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Porque tanto recall de carro novo?

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O problema recorrente de recalls é devido a uma tendência falha que já foi adotada nos EUA a décadas atrás e que levou a industria automotiva Norte Americana a rever seus conceitos de produção.

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O que acontece é que a demanda de veículos novos cresce tão mais rápido quanto as fábricas conseguem produzir, e isso gera dois tipos de problemas: carros vendidos com peças de baixa qualidade e carros que são vendidos com problemas conhecidos.

No primeiro caso, para atender demanda e não perder espaço para a concorrência, os carros são lançados muito rapidamente, muitas vezes antecipados, o que faz que a homologação de peças de fornecedores, seja adiantada ou suprimida, assim, carros saem de fábrica zero, com peças zero, mas que não foram corretamente testadas, como no caso do recall que anunciei hoje do Hyundai HB20 e HB20S (leia AQUI), onde uma válvula de borracha resseca com o calor do motor, causando mal funcionamento do sistema de freios.

Outro problema de recall bobo que aconteceu recentemente foi com o Fiat Argo (leia AQUI), que simplesmente por motivo de pressa, fez com que 21.778 veículos precisassem de recall porque os fios do airbag foram mal posicionados durante a montagem, ficando pressionados e podendo causar mal contato, curto ou rompimento dos mesmo, correndo o risco do airbag não funcionar quando necessário, ou funcionar sem motivo!



Então como vocês podem ver, para o primeiro caso motivo dos recalls, o velho ditado cai como uma luva: “A pressa é a inimiga da perfeição.”. E isso tudo se deve principalmente a pressa de vender carros para não perder para a concorrência!

Já no segundo caso, os problemas podem ser mais graves, que é quando a metodologia de produção muda para atender a demanda, fazendo com que os padrões exigidos de qualidade, sejam baixados de forma a deixar passar propositalmente pequenos defeitos para que sejam futuramente reparados, tudo para aumentar a velocidade de produção para atender demanda e lançar veículos novos antes do prazo para atacar a concorrência!

Essa é uma estratégia que foi adotada no berço da industria automotiva Norte Americana, em Detroit, à algumas décadas atrás, onde as montadoras propositalmente começaram a deixar passar certas falhas para não parar a produção e vender mais, foi quando a Toyota chegou no mercado Norte Americano, superando as vendas da indústria local, implantando um padrão de qualidade impecável, onde qualquer funcionário poderia parar a linha de produção ao detectar qualquer defeito.



Isso acarreta problemas graves, como pode-se notar no lançamento do Renault Kwid no final de 2017, que após ser lançado as pressas, passou em alguns meses por 4 recalls (leia AQUI), 3 foram para resolver problemas dos freios, onde foram instalados discos de freios com trincas, justo pela diminuição dos padrões de qualidade, e outros problemas também relacionados aos freios.

Assim como a Tesla, que recentemente adotou a estratégia de deixar passar carros com defeitos para posterior correção, para atender demanda (leia AQUI).

No final das contas, quem paga o pato é o consumidor, que paga o valor de carro 0 Km, mas que de fato já sai de fábrica com defeitos propositais.

O único jeito de resolver isso é o próprio consumidor se informar muito bem antes da compra, e como meu pai sempre disse: “Nunca é bom comprar um carro recém lançado, podem haver falhas e defeitos que ainda serão corrigidos”, pura verdade.

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